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Países da bacia do Putumayo-Içá avançam na construção de uma estratégia transfronteiriça de gestão do conhecimento 

Puerto Asís, Putumayo, 6 de março de 2026 

Representantes da Colômbia, Equador, Peru e Brasil se reuniram em um workshop para co-projetar uma estratégia que integrará conhecimento científico e ancestral, fortalecerá a governança e garantirá a sustentabilidade desta região. 

Durante dois dias, representantes governamentais, comunidades indígenas e locais, instituições de pesquisa e organizações não governamentais da Colômbia, Equador, Peru e Brasil participaram de um workshop para co-projetar uma Estratégia de Gestão do Conhecimento para a bacia do Putumayo-Içá. 

O encontro teve como objetivo definir o escopo, os componentes e as condições facilitadoras para uma estratégia transfronteiriça que contribua para a tomada de decisões informadas por meio da preservação do conhecimento ancestral, da informação científica e do fortalecimento da governança territorial. 

Uma estratégia como processo sustentável 

Os participantes concordaram que a gestão do conhecimento deve ser concebida como um processo permanente — não como um produto limitado à duração de um projeto — e operar em várias escalas: local, municipal, departamental/estadual, nacional e transfronteiriça. 

Foi destacada a necessidade de identificar e legitimar os papéis dos diferentes atores — instituições governamentais, povos indígenas, comunidades afrodescendentes e ribeirinhas, academia, ONGs e setor privado — para evitar a duplicação de funções e fortalecer a articulação regional. 

Da mesma forma, foi destacado que a sustentabilidade é fundamental para garantir a proposta e a continuidade da estratégia, incluindo mecanismos de financiamento, capacitação e custódia de dados. 

Integrar conhecimento científico e ancestral 

Um dos consensos centrais foi a importância de integrar o conhecimento científico com os saberes tradicionais e ancestrais, garantindo sua proteção e respeitando a soberania dos dados e a propriedade intelectual dos povos indígenas. 

“Nos reunimos entre quatro países irmãos para dialogar sobre as necessidades que temos na bacia hidrográfica em relação à proteção do conhecimento ancestral para que ele não se perca e também para revisar as informações científicas que podem nos ajudar a tomar melhores decisões”, destacou Diego Jamanoy, líder quillacinga do departamento de Putumayo, na Colômbia. 

O grupo também aprofundou a distinção entre informação e conhecimento, enfatizando que o desafio não é apenas coletar dados, mas transformá-los em ferramentas úteis para a tomada de decisões e a governança territorial. 

Para Silbeni Ramos, da comunidade Tikuna do Brasil, este encontro foi muito importante para compartilhar com líderes e organizações dos quatro países da bacia, para se conhecerem e enfrentarem juntos os problemas evidentes nos territórios, a partir de conhecimentos conjuntos e regionais. 

Sob uma abordagem integral das paisagens — que reconhece a relação entre cultura, sociedade e natureza —, foi destacado que a educação ambiental e a educomunicação devem ser eixos transversais da gestão do conhecimento. 

Esse processo representa um passo significativo para a elaboração de uma Estratégia e Plano de Ações de Gestão do Conhecimento na Bacia do Putumayo-Icá. Por meio de uma governança mais articulada, inclusiva e sustentável, fortalecendo a cooperação entre os quatro países e reconhecendo o valor estratégico do conhecimento para o presente e o futuro da bacia compartilhada. 

“Estamos certos de que, após este encontro, estaremos mais informados e com conhecimentos que nos permitirão cuidar melhor da floresta e do rio, que os povos indígenas compartilhamos entre os quatro países”, mencionou Eber Mashucuri, da ECA Bajo Putumayo, no Peru. 

Países da bacia do Putumayo-Içá avançam na construção de uma estratégia transfronteiriça de gestão do conhecimento 

Asís, Putumayo, 5 de março de 2026 

Representantes da Colômbia, Equador, Peru e Brasil se reuniram em um workshop para co-projetar uma estratégia que integrará conhecimento científico e ancestral, fortalecerá a governança e garantirá a sustentabilidade desta região. 

Durante dois dias, representantes governamentais, comunidades indígenas e locais, instituições de pesquisa e organizações não governamentais da Colômbia, Equador, Peru e Brasil participaram de um workshop para co-projetar uma Estratégia de Gestão do Conhecimento para a bacia do Putumayo-Içá. 

O encontro teve como objetivo definir o escopo, os componentes e as condições facilitadoras para uma estratégia transfronteiriça que contribua para a tomada de decisões informadas por meio da preservação do conhecimento ancestral, da informação científica e do fortalecimento da governança territorial. 

Uma estratégia como processo sustentável 

Os participantes concordaram que a gestão do conhecimento deve ser concebida como um processo permanente — não como um produto limitado à duração de um projeto — e operar em várias escalas: local, municipal, departamental/estadual, nacional e transfronteiriça. 

Foi destacada a necessidade de identificar e legitimar os papéis dos diferentes atores — instituições governamentais, povos indígenas, comunidades afrodescendentes e ribeirinhas, academia, ONGs e setor privado — para evitar a duplicação de funções e fortalecer a articulação regional. 

Da mesma forma, foi destacado que a sustentabilidade é fundamental para garantir a proposta e a continuidade da estratégia, incluindo mecanismos de financiamento, capacitação e custódia de dados. 

Integrar conhecimento científico e ancestral 

Um dos consensos centrais foi a importância de integrar o conhecimento científico com os saberes tradicionais e ancestrais, garantindo sua proteção e respeitando a soberania dos dados e a propriedade intelectual dos povos indígenas. 

“Nos reunimos entre quatro países irmãos para dialogar sobre as necessidades que temos na bacia hidrográfica em relação à proteção do conhecimento ancestral para que ele não se perca e também para revisar as informações científicas que podem nos ajudar a tomar melhores decisões”, destacou Diego Jamanoy, líder quillacinga do departamento de Putumayo, na Colômbia. 

O grupo também aprofundou a distinção entre informação e conhecimento, enfatizando que o desafio não é apenas coletar dados, mas transformá-los em ferramentas úteis para a tomada de decisões e a governança territorial. 

Para Silbeni Ramos, da comunidade Tikuna do Brasil, este encontro foi muito importante para compartilhar com líderes e organizações dos quatro países da bacia, para se conhecerem e enfrentarem juntos os problemas evidentes nos territórios, a partir de conhecimentos conjuntos e regionais. 

Sob uma abordagem integral das paisagens — que reconhece a relação entre cultura, sociedade e natureza —, foi destacado que a educação ambiental e a educomunicação devem ser eixos transversais da gestão do conhecimento. 

Esse processo representa um passo significativo para a elaboração de uma Estratégia e Plano de Ações de Gestão do Conhecimento na Bacia do Putumayo-Icá. Por meio de uma governança mais articulada, inclusiva e sustentável, fortalecendo a cooperação entre os quatro países e reconhecendo o valor estratégico do conhecimento para o presente e o futuro da bacia compartilhada. 

“Estamos certos de que, após este encontro, estaremos mais informados e com conhecimentos que nos permitirão cuidar melhor da floresta e do rio, que os povos indígenas compartilhamos entre os quatro países”, mencionou Eber Mashucuri, da ECA Bajo Putumayo, no Peru. 

Escrito por Carla Martínez em .